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Encontrei o Caminho - Parte I

Quando criança era seguidor da Igreja Católica, e na adolescência, mudei-me de Floraí/PR para São Paulo. Após algum tempo, tive uma enfermidade nas pernas, que me impossibilitavam de trabalhar.

Muitas eram as dificuldades para suportar a dor, vivendo de remédios e de idas e vindas a hospitais. Nessa ocasião, fui levado a um Centro de Umbanda, que de imediato identificaram como sendo um espírito do mal. Passaram-se meses e não obtive a cura.

Meu desespero era grande. Estava casado e encontrava dificuldades em trabalhar e sustentar minha família, chegando a ficar sem lugar para morar. Sou eternamente grato àqueles que me ajudaram, como meus pais e minha sogra que nos levaram a morar com eles. Já muito desanimado, procurei uma Igreja Evangélica que também afirmava ser um espírito do mal; infelizmente também não alcancei a cura. Totalmente deprimido não conseguia enxergar uma luz para resolver o meu problema. Certo dia, fazendo um lanche, fui procurado por um senhor chamado Antonio, que se sensibilizara com o meu problema e me convidou conhecer a Igreja Tenrikyo. Em seu empenho ingênuo, pouca experiência e conhecimento do ensinamento, relatou que a religião era tão boa que pregava que não podíamos nos apegar em coisas materiais, que deveríamos nos desfazer deles e nem mesmo poderíamos usar correntes e anéis de ouro.

Deus-Parens sabe o quanto sou grato a esse homem, que infelizmente perdi o contato, mas que continua em minhas orações de agradecimento. Na Igreja Brasil Nansho, do reverendo Takekazu Hatissuka, participei da oração noturna e, mesmo sem nada entender, fiquei esperançoso. No final da oração o condutor Hatissuka explanou acerca do ensinamento, sobre a disposição dos altares, sobre a vida da Oyassama e sobre corpo emprestado e tomado emprestado. Aí ministrou o Sazuke, explicando, ainda, que era a nossa mãe Oyassama que salvava, ele era apenas o instrumento. Nesse momento, senti um calor tomar o meu corpo e uma sensação de paz e conforto. No término solicitou que eu ainda viesse por mais duas vezes, o que atendi prontamente. Não vou dizer que não procurei mais de uma vez o hospital; após o primeiro Sazuke, fui levado por um amigo, Romão. Mas, após a terceira ministração senti que o problema se afastava; a melhora era significativa e a alegria voltava a minha vida, principalmente quando alcancei a cura dessa doença.

Estou na Tenrikyo há 34 anos, acolhido pela Igreja Brasil Nansho e por toda a comunidade tenrikiana. Desde esse episódio, procurei aprender os instrumentos, o ensinamento, participando dos cursos que me eram indicados pelo condutor da Igreja, sempre obediente aos mestres e ao ensinamento. Muitas alegrias estavam reservadas para mim no decorrer da minha caminhada: o grande incentivo do meu Kaityosan (condutor da Igreja) e do primeiro e segundo Primaz, respectivamente, Rev. Chujiro Otake e Rev. Yuji Murata. No meu primeiro regresso a Jiba não pude conter a emoção, dentre outras. Outras graças foram alcançadas e em oportunidades futuras espero poder relatar. Aos que iniciam este caminho peço que tenham muita determinação, humildade e principalmente espírito sincero.

* é condutor da Casa Missionária Tenrimar, situada em Maringá-PR.

Jornal Tenri - 09 de janeiro de 2006
Igreja Tenrikyo - Casa Missionária Tenrimar
Rua José Pereira da Costa, 579 - Jardim Tabaete - Maringá/PR - CEP: 87005-220 - Tel (44) 3301-9818
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